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Na hora do jantar

  • lucianolugori
  • 30 de abr. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: há 6 minutos

Jantar em família. Créditos: imagem gerada por IA
Jantar em família. Créditos: imagem gerada por IA

Uma mãe forte, como outra qualquer,

no corte do parto, pare filho(s),

c(hora) felizno effeuiller la marguerite, bem-se-quis, bem-se-quer

su(portara) a dor, numa re(velada) cicatriz


Mas que de tanta(s), des(anda) farta

com infortúnios, ruma preocupada

in(felicidade), o que vier,  já não descarta

talvez culpada, talvez preparada, talvez nada


Uma mãe que sofre e que se alegra

com dores e amores que car(rega)

que a(pela) gratidão, a tudo celebra

“Amor de mãe é diferente”, p(rega)


Mas, ainda que protetora e sábia, lamenta

quando se sente uma ninguém

Um Deus, porém, a sustenta na tormenta

e, em v(ida), es(vai)-se um pouco também


“Mais abraço, mais perdão, mais amor”,

na hora da janta, recl(ama), infl(ama)

e concl(ama) numa “quase-prece” de dor

diante da sagrada família que tanto ama


Bravo, aplausos para essa mulher

uma mãe cheia de garra e de in(certezas)

que silencia bodejos, dá lição e põe talher

pra verdade crua posta/ser(vida) na mesa


uma mãe entristecida, contudo enternecida

ferida pelas tantas decepções vividas

que segue aguerrida, com tudo fortalecida

mesmo estarrecida, co(movida) pelas lidas


e lágrimas es(correm) pelo seu rosto

e des(aguam) até a última dose de sua bebida

e ela desa(prova) o gosto do desgosto

por tanta “coisa” que passa des(percebida) em nossa vida

 
 
 

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